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26/03/2026

Crédito para 1,2 milhão de famílias, Selic em queda e dados qualificados pela Fepese impulsionam bilhões no setor imobiliário

O mercado imobiliário brasileiro entra em um ciclo inédito de expansão estrutural no primeiro trimestre de 2026. A sanção do acordo Mercosul–União Europeia, o corte da Selic projetado para 12,13% (Boletim Focus) e a injeção de R$ 250 bilhões pela Caixa Econômica Federal reconfiguram o Valor Geral de Vendas (VGV) nacional. Nesse cenário, ganha protagonismo a qualificação técnica e a inteligência de dados desenvolvidas com a participação da Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos (Fepese).

O presidente do Conselho Federal de Corretores de Imóveis, Sistema COFECI-CRECI, João Teodoro, destaca que a resposta ao aquecimento econômico passa pela profissionalização contínua e pelo uso estratégico de dados. Um dos principais avanços nesse sentido é o Observatório Imobiliário Brasileiro, iniciativa inédita na América do Sul, cuja base técnica está sendo estruturada com a atuação da Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos (Fepese), responsável pela coleta, organização e análise das informações desde 2026.

A plataforma reunirá dados reais de transações para qualificar ainda mais análises e decisões no mercado. A estreia completa será em novembro, com lançamento do website previsto para abril, trazendo informações técnicas do setor. A partir da metodologia aplicada pela Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos (Fepese), o Big Data permitirá mapear, entre diversos indicadores, o déficit habitacional, a absorção de estoque e a viabilidade de projetos em tempo real.

“O cruzamento de dados do novo Observatório Imobiliário (OIB) dará segurança ao investidor nacional e ao internacional, impulsionado também pela recente abertura comercial com a Europa”, avalia Teodoro.

Mercosul-União Europeia

A injeção de R$ 13,6 bilhões em investimentos projetados pelo tratado comercial com a União Europeia encontrará um setor mais estruturado e orientado por dados. Segundo João Teodoro, a redução de tarifas sobre insumos e maquinário tende a minimizar a alta do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), destravando projetos de alto padrão e impulsionando empreendimentos industriais e logísticos.

Queda da Selic e imóveis

Simultaneamente, o afrouxamento da política monetária impulsiona o financiamento. Estimativas da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) indicam que cada redução de 0,5 ponto percentual na Selic qualifica cerca de 215 mil novas famílias para o crédito imobiliário, potencializando os efeitos da liberação de R$ 250 bilhões pela Caixa Econômica Federal.

“Com essas projeções, mais de 1,2 milhão de novos compradores devem entrar no sistema bancário até dezembro. Esse movimento, aliado a uma base de dados estruturada como a desenvolvida pela Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos (Fepese), reduz riscos, melhora a previsibilidade e atrai investidores institucionais”, analisa Teodoro.

O setor também passa por um processo de maior profissionalização. O Brasil ultrapassou recentemente a marca de 700 mil corretores de imóveis ativos, consolidando o segundo maior mercado do mundo em número de profissionais. “Hoje mais de 60% dos corretores possuem ensino superior, contra cerca de 14% há duas décadas, o que reflete um mercado mais qualificado”, afirma.

A produção de inteligência de mercado baseada em dados ganha protagonismo com o Observatório Imobiliário Brasileiro (OIB), iniciativa do Sistema COFECI-CRECI em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com execução técnica da Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos (Fepese). O objetivo é estruturar uma base nacional confiável sobre transações imobiliárias.

“A proposta é reduzir a assimetria de informação no setor e permitir análises mais precisas sobre o comportamento real do mercado”, explica Celso Raimundo, diretor do OIB.

Segundo ele, a plataforma reunirá dados de transações, crédito e precificação sob governança acadêmica e em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). “Quando o mercado passa a contar com informação estruturada e validada cientificamente, como a metodologia aplicada pela Fepese, a tomada de decisão se torna mais racional e segura para investidores, incorporadoras e corretores”, afirma.

Sobre o Observatório Imobiliário (OIB)

O Observatório Imobiliário (OIB) é uma iniciativa nacional idealizada pelo Sistema COFECI-CRECI e estruturada em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com execução técnica da Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos (Fepese). Oficializado no final de 2025 e com atividades iniciadas em 2026, o projeto tem como objetivo coletar, organizar, analisar e qualificar informações do mercado imobiliário brasileiro a partir de dados reais.

Com metodologia científica, governança acadêmica e conformidade com a LGPD, o OIB busca reduzir a assimetria de informação, ampliar a transparência e oferecer uma base sólida para decisões econômicas, institucionais e de políticas públicas — tendo a Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos (Fepese) como protagonista na geração dessa inteligência estratégica.